Jorge Seadi
O promotor Maurício Lopes não aceitou a decisão do Tribunal Eleitoral de São Paulo que absolveu Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, da acusação de ser analfabeto e ainda de ter cometido falsidade ideológica. Eleito deputado federal com a maior votação de São Paulo, Tiririca passou por testes no Tribunal Eleitoral para provar que sabe ler e escrever. Ele também foi acusado de falsidade ideológica por apresentar documento falso de que é alfabetizado para se inscrever como candidato à Câmara Federal.
O promotor disse que dá entrada com o recurso na próxima segunda-feira, mas já adiantou que “os argumentos são os mesmos apresentados anteriormente”. O juiz Aloisio Silveira, da 1ª zona eleitoral de São Paulo, comprovou que Tiririca tem, ao menos, noções básicas de leitura e escrita e afirma que a Justiça Eleitoral só costuma vetar candidatos analfabetos.
Segundo o promotor Lopes, Francisco Everardo apresentou declarações falsas sobre sua alfabetização e a propriedade de bens. A lei diz, que nestes casos a pena varia de um a cinco anos de prisão.O promotor pediu a pena máxima. O promotor está sendo investigado pela corregedoria do Ministério Público sobre possíveis abusos eventuais na busca da condenação do humorista.
A ação do promotor, no entanto, não impede que Francisco Everardo Oliveira Silva, deputado federal eleito pelo PR/SP seja diplomado no dia 17 de dezembro.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
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